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Voto estrangeiro: E. Marino (PD): rompido um tecido político, agora dever ser reconstituído

12.03.18

Fábio Vicenzi Deputado Itália 2018

As dezoito cadeiras, dos candidatos, no exterior, já, foram distribuídas. No aguardo do resultado definitivo, previsto para a metade de março, é certo que das doze cadeiras, em jogo para a Câmara, cinco irão para o Pd, três para o centro-direita e uma, respectivamente, para o M5s, Maie, Usei e +Europa. Das seis cadeiras para o Senado, o Pd e o centro-direita, ficam cada um com duas. Uma vai para o Usei e uma para o Maie. Analisamos os dados e fizemos um balanço sobre as eleições políticas na circunscrição, no exterior, com Eugenio Marino, ex- responsável nacional do Pd para os italianos no mundo.

No exterior, a Forza Italia triplicou os próprios eleitos, mas são em maior parte os de centro-esquerda os novos parlamentares eleitos nas circunscrições estrangeiras. Como explica esses dados controversos?
Não os explico. Porque não vejo nenhuma controvérsia, pelo contrário, vejo uma tendência idêntica àquela italiana: dentro dos limites a Direita se reúne e recupera adeptos em números percentuais e parlamentares, os “grillini” aumentaram, também, os percentuais e parlamentares e o Partido Democrático perde adeptos, parlamentares e partes do grupo dirigente. No exterior acontece a mesma coisa: a Direita reunida ganha adepto e quatro parlamentares; o “Movimento Cinque Stelle” duplica os próprios votos; o Partido Democrático perde dois senadores, partes importantes do grupo dirigentes e em nenhum partição consegue uma coalizão, nem mesmo reproduzindo a aparência daquela em seu país. De fato, bastava que no Norte da América nos aliássemos com Bonino e no Sul da América com Lorenzin ou LeU (coisa muito provável com um pouco de altruísmo, vontade e bom senso) e tivéssemos levado ambos os senadores. Então, a tendência, no exterior, é idêntica àquela dentro nos territórios.

Porém o Pd, mesmo se perde “partes importantes, no exterior, é o primeiro. Como e de onde recomeçar?
Em uma convenção organizada, na Camara, em setembro, tentei fazer uma analise da evolução das nossas comunidades, no exterior, em relação ao PD e expliquei que, no exterior, o pensamento Centro-Esquerda existe, historicamente, na sociedade antes mesmo que no mundo político e o PD soube integrar, nestes últimos anos, aquela tradição histórica, social e política e centrá-la em torno a si e à realidade sindical, associativa, religiosa e do mundo do trabalho. Então o PD, no exterior, herda uma força histórica- política organizativa muito grande, construída, em continuidade, a partir da segunda metade dos anos Noventa e que se desgasta muito menos que na Itália, resistindo melhor aos choques, crises e incluindo os erros cometidos pelos grupos dirigentes, sejam nacionais que estrangeiros. Porém, como lembrado, mesmo no exterior perdeu (ou congelou) partes importantes no grupo dirigente e na sociedade, no associacionismo (doutrina que faz associação de ideias a base da vida mental), no tecido social e cultural, na estrutura organizativa. E seria um grave erro, gravíssimo, olhar para o resultado positivo de um único parlamentar ou um único território e menosprezar, nos consolando com o fato que governamos melhor e somos, ainda, o primeiro. Perdemos dois senadores, muito entusiasmo e algo realmente mais grave, rompemos uma estrutura social, política e cultural que deve ser refeita. Algo que exigirá um grande esforço, porque foram rompidas relações humanas além das políticas. E quando se tocam na sensibilidade das pessoas, quando se anulam as biografias, quando se humilham histórias, para reconstruir serve sensibilidade humana além da política, conhecimento profundo dos acontecimentos e generosidade política. Servirá, então, recuperar quem parou ou quem foi embora porque aquela gente, que tanto se doou para o Pd, com paixão, não é a causa da doença, mas sim o sintoma.

Como responsável do Partido Democrático para os italianos, no mundo, participou com o Partido, no exterior, a experiência de compor as listas para as eleições de 2013 e a conquista de nove parlamentares de um total de dezoito. Que lembrança tem daquela experiência?
O esforço constante, continuo, paciente e difícil de dialogar muitas e muitas vezes com todos, dentro e fora do PD e do Centro-Esquerda. Um esforço sustentado pela vontade de manter, juntos, todo aquele universo de pessoas, as quais, já tinha mencionado no dia 30 de setembro e de quem me referia anteriormente. Um universo e personalidades que representam uma história coletiva e biografias importantes, um tecido social, cultural e político e a satisfação de vê-los todos juntos nas urnas e no Parlamento. Lembro-me da alegria de ter reconquistado, juntos aos aliados, os dois senadores da América do Norte e da América do Sul. Alegria que contrastava com a amargura, do resultado italiano, que não nos deu a maioria no Senado.

Para o país, o PD aceitou uma derrota significativa. Na sua Calábria os 5stelle venceram e em alguns casos com uma grande diferença de votos. Foram votos de protesto?
Foram votos de raiva, de resignação e de desilusão em relação ao PD. Aquele nacional, pelos numerosos erros, dos quais já mencionei. E sobretudo, aquele local, que viveu uma temporada, ao meu ver, que dever ser superada logo, feita de incoerência administrativa, de abandono e não legitimidade dos lugares de discussão interna do Partido, de gestões egocêntricas (sem, tão pouco, ter alguém com personalidade significativa para Renzi), de incapacidade de manter distância clara dos nepotismos, dos oportunistas e oportunistas de Direita acolhidos no Centro-Esquerda de braços abertos (sem que, porém, chegassem, junto com eles, também, os votos da Direita) e colocados na lista. Salvo, mais tarde, candidatar-se (em situação inelegível) um excelente responsável dos jovens democratas, porém, colocado no final da lista, a fim de recuperar algum consenso protegendo-se, na realidade, na conservação de um grupo de dirigente desgastado e fechado em torno de si próprio, incapaz de escutar o descontentamento e os pedidos de mudança que vinham nos calabreses, mas se preocupava de (tentar de) recriar a si mesmo e as lógicas erradas destes últimos anos.

O que esperar então?
Eu esperaria a tomada completa de responsabilidade de tudo que aconteceu e as devidas demissões, já, mesmo na segunda feira, de quem, na Calábria, administrava o PD desde o vértice regional. No resto da Itália, algum importante secretário regional, como Parrini, pediu demissão, em consonância, com o seu cargo. Esperamos ver se na Calábria acontecerá pelo menos isso ou, espero que não aconteça, de continuará a não escutar os eleitores, mesmo, depois deste colapso.

Fonte: Portal 9 Colonne
http://www.9colonne.it/153279/voto-estero-e-marino-pd-br-rotto-un-tessuto-politico-br-ora-va-ricomposto#.WqaM_eW5uM_